Antes de pensar em aumentar a produtividade da sua empresa, analise para que direção ela está indo.
- Silvia Carneiro Leão

- 28 de mai.
- 3 min de leitura
Atualizado: 28 de mai.
De nada adianta ser mais eficiente se estivermos na direção errada.

Existe uma tendência muito comum nas empresas de procurar ferramentas, métodos e soluções para aumentar a produtividade, sem primeiro avaliar se a empresa está caminhando na direção certa.
Aumentar a produtividade sem direção estratégica apenas aumenta desperdícios.
Antes de se lançar a recursos e ferramentas de aumento de produtividade, precisamos analisar a estratégia. É ela quem vai guiar as tomadas de decisão no dia a dia, indicar o que pode ser eliminado nas operações e, inclusive, quais serviços ou produtos não fazem sentido no portfólio.
Comece do começo:
Qual a missão do seu negócio?
Para que o seu negócio existe?
Que problemas ele resolve no mercado?
Qual o seu propósito?
Relembre os seus valores:
Eles estão coerentes?
Algo mudou na cultura de sua empresa?
Avalie os seus planos:
Qual é a sua visão?
Você já está mais perto dela?
É para lá mesmo que você ainda quer ir?
Quais são os objetivos estratégicos e as metas hoje?
Muitas empresas tratam missão, visão e valores como conceitos institucionais que ficam apenas em apresentações, paredes ou no site, mas, essas definições precisam orientar prioridades e decisões na prática.
Com a estratégia revisitada e clara, vale a pena olharmos para o portfólio de produtos e serviços.
Eles são coerentes com o propósito e objetivo estratégico? Se não forem, é bom avaliar se podem ser alterados ou se precisam ser descartados. Se forem coerentes, avaliamos o retorno real que trazem para o negócio.
Muitas vezes, é melhor concentrar esforços em produtos e serviços mais coerentes e rentáveis (com atenção a se eles têm um limite de mercado e se esse limite está próximo…) do que dispersar atenção, tempo e esforço em um catálogo enorme que só infla a operação e reduz o seu lucro.
Um erro comum em empresas em crescimento é acreditar que adicionar constantemente novos serviços e produtos representa evolução. Nem sempre representa.
A expansão desorganizada pode dar cabo de um negócio... Um portfólio excessivamente amplo pode aumentar a complexidade operacional acima da capacidade da empresao, dificultar a padronização, gerar sobrecarga para as equipes e comprometer a qualidade das entregas.
E o pior, com os esforços dispersos entre variados produtos e serviços, é possível que não sejam destinados recursos suficientes para que os produtos e serviços gerem lucro.
Não podemos esquecer da ponte de ligação entre estratégia e operação: a liderança.
A estratégia precisa servir de pano de fundo antes de qualquer orientação para a operação de serviços ou de produção. E são os líderes intermediários que transformam direcionamentos estratégicos em orientações concretas, que precisam ser consistentes.
A partir daí, com a direção corrigida, podemos passar a focar nas operações: desenhar o fluxo de processo,
reorganizar as etapas, analisar os pontos críticos e eliminar os desperdícios.
Quando os objetivos não estão claros, torna-se mais fácil identificar atividades que não agregam valor, como excesso de etapas e outros desperdícios.
E sem orientação clara e consistente, há falhas de comunicação, perda de tempo e retrabalhos.
Com a estratégia alinhada e bem consolidada com a liderança e toda a equipe, faz sentido aplicar ferramentas de gestão visual, de design de serviços, de gerenciamento de processos e lean management com foco em aumentar a eficiência dos processos e a produtividade.
Muitas vezes, produtividade é confundida com apenas fazer mais, mas produtividade está ligada à eficiência.
E eficiência envolve gerar melhores resultados utilizando menos recursos, de forma mais inteligente e coerente.
Isso inclui todos os recursos: tempo, esforço, energia, materiais, espaço físico, e até a atenção das equipes.
Um negócio eficiente não é o que trabalha mais, nem o que trabalha mais rápido, mas o que trabalha melhor.
O objetivo é gerar mais resultados e menor uso de recursos. E como vimos, de forma coerente com os objetivos estratégicos e a cultura da empresa.




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