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Processos caóticos não geram apenas desperdícios, também geram exaustão.

  • Foto do escritor: Silvia Carneiro Leão
    Silvia Carneiro Leão
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Muitas vezes, as pessoas ficam exaustas devido à forma como o trabalho está estruturado.




Excesso de urgências, falhas de comunicação, ausência de prioridades claras e mudanças incoerentes da liderança são problemas na organização do trabalho que afetam a saúde e a disposição das pessoas.


A carga horária e as condições estruturais, como modelos de escala, têm impacto real sobre o bem-estar. Numa perspectiva de eficiência de processos, além da quantidade de trabalho, é importante olhar também para a “qualidade”, ou seja, para a forma como o trabalho está organizado dentro do negócio.

Quando observamos alguns fatores relacionados aos riscos psicossociais dentro das organizações, algumas relações com o gerenciamento de processos e sistemas de gestão aparecem com mais clareza:


  • Retrabalho gera frustração, enquanto processos estruturados e bem comunicados tendem a reduzir erros e retrabalho.


  • Processos caóticos aumentam a sobrecarga cognitiva, enquanto fluxos claros e confiáveis reduzem o esforço mental desnecessário.


  • Mudanças incoerentes da liderança geram insegurança, enquanto coerência e consistência aumentam a previsibilidade e a qualidade da entrega.


  • O excesso de urgências e a cultura de “apagar incêndios” geram ineficiência, perda de tempo e a sensação de que nada foi feito durante o dia de trabalho, enquanto maior clareza de prioridades e de critérios de decisão tendem a trazer estabilidade, foco, eficiência e senso de realização no trabalho.


  • A falta de autonomia gera sensação de impotência, enquanto sistemas mais maduros valorizam a responsabilidade e fortalecem o sentimento de satisfação profissional.



Vejo que filosofias e sistemas de gestão como o Lean Thinking e o STP nos ajudam a enxergar com mais clareza muitos desses problemas, justamente por olharem para a forma como o trabalho é desenhado, organizado e continuamente melhorado dentro das organizações.


Ao mesmo tempo, a ótica da Gestão da Sustentabilidade amplia essa reflexão ao nos lembrar que:

Gerar impactos positivos também envolve construir ambientes de trabalho mais saudáveis, coerentes e humanos.

Um processo ineficiente não gera apenas desperdício de tempo, esforço e material... ele também gera desgaste humano.


Embora muitas vezes o Lean Management seja associado apenas à produtividade ou à redução de custos, ele é muito mais profundo e está fortemente ligado à mentalidade de criação de sistemas de trabalho mais claros e estáveis, construídos com respeito e valorização das pessoas.


Tenho acompanhado com interesse algumas conversas sobre gestão de riscos psicossociais e a forma como este tema tem vindo a ganhar espaço nas discussões sobre o futuro do trabalho.


E vejo que este tema reforça a importância de olharmos para o modo como desenhamos e organizamos o trabalho dentro das empresas e o impacto que isso gera não só no ambiente, mas especialmente nas pessoas.



 
 
 

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